CNAE N 80
Compliance Trabalhista para Segurança Privada
Empresas de vigilância patrimonial e segurança pessoal (transportadoras de valores, vigilantes patrimoniais, segurança orgânica) operam em jornadas longas (escala 12×36 padrão), com porte de arma, exposição a violência e isolamento (vigilante solo). Risco de assalto, troca de tiros e morte é real. Pós-trauma é frequente, raramente tratado. Hierarquia militar/paramilitar com cultura de não falar emoção dificulta busca por apoio. A categoria é regulada pela Polícia Federal (Lei 7.102/83) com obrigações específicas. Salários baixos e sindicatos atuantes (em algumas regiões) configuram tensão entre fiscalização e custo. Mulheres vigilantes enfrentam adicional de assédio.
Normas regulamentadoras aplicáveis
NR-1
Inventário psicossocial no PGR
NR-17
Ergonomia (postura prolongada, posto de vigia)
NR-7
PCMSO — saúde mental e física do vigilante armado
Fatores psicossociais predominantes neste setor
Dos 11 fatores definidos pela NR-1, estes são os que o setor de segurança privada concentra com maior incidência:
Insegurança no trabalho
Demanda emocional
Conflito trabalho-família
Apoio social e liderança
Exemplos reais de risco
- Vigilante de transportadora pós-assalto sem apoio psicológico
- Vigia solo em posto isolado em escala 12×36 noturna
- Cultura militarizada que veta expressão de medo/sofrimento
- Mulher vigilante sob assédio em equipe predominantemente masculina
Dado-chave: Sindicatos de vigilantes documentam alta prevalência de transtornos psicológicos pós-trauma (TEPT) em transportadoras de valores, frequentemente subnotificado (estimativa setorial 2022).
Como o Ethos atende Segurança Privada
- Canal anônimo via celular pessoal e SMS (postos sem internet)
- Inventário NR-1 com módulo de exposição a violência e pós-incidente
- Apoio psicológico estruturado pós-assalto/troca de tiros
- Trilha auditável compatível com fiscalização Polícia Federal e MTE
Perguntas frequentes
Pós-assalto, vigilante tem direito a apoio psicológico?
Sim. Empresa tem dever de proteção, sob a NR-1 e jurisprudência consolidada. PGR deve documentar protocolo: afastamento qualificado, EAP, suporte clínico, reinserção gradual. Custo recai na empregadora.
Posto solo em escala 12×36 é compatível com NR-1?
Pode ser, com mitigação. Inventário deve identificar isolamento como risco e plano de ação prever rondas, contato periódico, equipamento de comunicação, apoio em emergência. PGR documenta as medidas.